sexta-feira, 3 de março de 2017

O horário de verão é anti-econômico

O horário de verão é anti-econômico

A aplicação do horário de verão tem o objetivo de economizar energia elétrica nas regiões do país onde ele é aplicado. E ele realmente consegue reduzir o consumo de energia elétrica, já que ficamos mais tempo trabalhando com a luz do Sol nos iluminando.

Mas quem disse que isso é bom para a Economia? E quem disse que essa situação é responsável ecologicamente? Qual foi a visão adotada para aplicar essa "necessidade" de economizar energia goela abaixo dos cidadãos?

Bem, comecemos a analisar. A Economia é movida a dinheiro. Quando o consumo é reduzido, o dinheiro deixa de circular, empregos deixam de ser gerados, as empresas lucram menos e todo mundo perde.

Então, qual a vantagem de se aplicar o horário de verão? A vantagem básica seria a de impactar menos o meio ambiente, reduzindo a necessidade de implantação de usinas termelétricas, nucleares e hidrelétricas. Pensando assim, os peixes sofreriam menos com represamentos de rios, os ares ficariam mais limpos e ficaríamos menos expostos aos riscos da radiação nuclear.

Aí entra a crítica principal. Assumir a situação acima é dar um tiro no próprio pé, assumindo a incompetência na geração de energia elétrica limpa e obtida de fontes renováveis.

A solução para manter o progresso é investir em energia solar, energia eólica, energia maremotriz. O consumo energético pode e deve progredir. E os impactos ambientais podem e devem ser mitigados através do uso de uma energia realmente mais limpa, que gere menos impactos, colaborando para a geração do desenvolvimento regional.

O represamento dos rios com a política nacional de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) destrói o ciclo dos rios, a passagem dos peixes, a biodiversidade. Danos sérios foram causados no Pantanal, com a morte de peixes.

A estratégia correta é o investimento em produção de energia limpa, menos impactante, mais regional, aproveitando os recursos disponíveis, capacitando a mão de obra local.

Mais emprego, renda e desenvolvimento. Isso é o que se pode obter com a utilização das fontes mais sustentáveis de energia. Ainda que elas pareçam caras, o custo ambiental é muito mais baixo e os benefícios sociais são muito maiores do que a implantação de projetos gigantescos e de grande impacto ambiental.

O investimento nas fontes mais sustentáveis é mais inteligente. A produção de energia mais limpa e sustentável é o caminho para atender o aumento da demanda e o progresso da sociedade.

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Initiative and Leadership

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Lucas Tiago Rodrigues de Freitas

Definite Chief Aim: "Viver tecnologicamente, cientificamente, trabalhando em parceria com Deus, melhorando o meio ambiente e gerando prosperidade."

Formação acadêmica: Mestre em Administração de Empresas pela FUCAPE, Tecnólogo em Saneamento Ambiental pelo IFES (CREA-ES 023736/D), Técnico em Administração pelo Marinete

"Post partus Virgo intacta" - Frei Galvão

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