sábado, 17 de janeiro de 2015

Sagarana - João Guimarães Rosa

  • Sagarana - João Guimarães Rosa - Leitura finalizada em 23 de Janeiro de 2015.
    • Notas minhas: 
      • O Burrinho  Pedrês
        • O burrinho, já velho, mas forte, foi requisitado para um transporte de boiada. Na volta, atravessa um rio em enchente e consegue voltar para a sede da fazenda, trazendo no lombo Badu dormindo, embriagado.
      • Traços biográficos de Lalino Salãthiel ou A volta do marido pródigo
        • Lalino resolve largar sua cidade e sua mulher e ruma para a Capital, o Rio de Janeiro. Pega dinheiro emprestado com um espanhol e diz que vai mandar o pagamento, mas que não vai voltar nunca mais. Passam uns seis na Capital, fazendo biscates e na farra, torrando dinheiro. Então resolve voltar. Se mete com serviço de campanha política. A mulher tinha se envolvido com o espanhol que tinha emprestado o dinheiro para ele ir embora. Se dá bem com os andamentos políticos. E por fim, acaba recuperando a mulher.
      • Sarapalha
        • Dois primos (Argemiro e Ribeiro) assolados pela malária (sezão). Uma região abandonada, devido à própria malária.
      • Duelo
        • Cassiano Gomes (ex-militar, afastado por problemas cardíacos) e Turíbio Todo (pescador) se envolvem num duelo que se arrasta por meses. Um perseguindo o outro por várias estradas, povoados... O agravamento dos problemas cardíacos de Cassiano Gomes o força a parar. Turíbio Todo resolve ir trabalhar em São Paulo. Cassiano morre e, então, a mulher de Turíbio Todo, motivo da contenda, chama o marido de volta pra casa. Voltando, Turíbio é emboscado por um compadre de Cassiano.
      • Minha gente
        • Uma visita a um tio do interior, o Tio Emílio do Nascimento. Uma paixão temporária por uma prima. Um casamento com a amiga da prima. A prima se casa como o antigo noivo da amiga.
      • São Marcos
        • José vai fazer um passeio no mato, para observar a natureza, dizendo que vai caçar. De repente, fica cego no meio da mata. Então passa a andar pela mata cego. De vez em quando reconhece algum trecho, pois conhecia bem o lugar. Até que se depara com um pau-d'alho e uma aroeira no limiar da mata que ele conhecia. Desesperado por ter se afastado tanto do caminho da estrada, faz uma reza-brava. Depois disso, saiu com uma vontade de derrubar, esmagar, destruir. Até que os ouviu os grunhos dos porcos do João Mangolô, o feiticeiro de que ele debochava tanto. Mesmo sem ver o caminho, esbarrou na porta e entrou. Rolaram em combate, até que José voltou a enxergar e viu João Mangolô querendo esconder um boneco de pano atrás do jirau. Aliviado de recuperar a visão, José entrou em acordo com o Mangolô, com uma nota de dez mil réis, e foi-se embora.
      • Corpo fechado
        • Manuel Fulô se envolve em uma briga com o valentão Targinho. Vence e passa a ser o novo valentão. Vem, então, um destacamento policial para Laginha, o que impede novas disputas pelo título de valentão. Assim, Manuel Fulô continua sendo o valentão por tradição e raramente faz alguma estrepolia.
      • Conversa de bois
        • Tiãozinho vai guiando o carro de boi com o corpo do pai. O carreiro Agenor Soronho, segue junto. Mas, no meio do caminho os bois dão um tranco e seu Agenor, que estava sonolento, é derrubado. A roda esquerda do carro, pesando uns setenta quilos, passou no pescoço do homem. E Tiãozinho teve de seguir a viagem com dois defuntos no carro.
      • A hora e a vez de Augusto Matraga
        • Nhô Augusto Esteves, Matraga, valentão, perde suas posses quase todas. Sua mulher Dionóra foge com Ovídio Moura. Perde seus bate-paus. Resolve ir sozinho enfrentar o Major Consilva e os capangas, os mesmos que trabalhavam para ele. Leva um pau e é dado como morto quando pula dum barrancão. Quase morto, um casal de negros velhos que morava perto do barranco o leva e o ajuda a se recuperar. Chamam o padre, escondido. E o homem resolve seguir a vida como se tivesse morrido mesmo, deixando de lado as ideias de vingança. Ossos quebrados, passam-se meses, até começar a andar de muleta. Se lembra de um pedaço de terra longe que ainda possuía. E vai para lá com o casal de negros. Chegando lá, passa uma vida de penitências, trabalhando e ajudando a todos. Anos. Até que um dia vem Seu Joãozinho Bem-Bem ao povoado e Nhô Augusto resolve dar hospedagem a ele e seu bando. Ficam amigos de pronto. Seu Joãozinho Bem-Bem prossegue seu caminho. Nhô Augusto continua a vida mais um tempo, até que a tristeza vai passando, e resolve sair no mundo sem destino. Um vizinho, Rodolpho Merêncio, lhe empresta um jegue, um jumento. E segue estrada, deixando o jegue escolher o caminho. Acaba voltando pra perto de onde morava e lá encontra Seu Joãozinho Bem-bem, que ia executar uma vingança em cima de uma família, pela morte de um companheiro, o Juruminho. Acaba por se interpor na vingança e brigam. Morrem os dois. Morre como herói.

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Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo, que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!


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